segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Qual é o contrário de paixão?



Hoje dei de caras com um problema que penso passar despercebido a quase todos nós. Procurávamos palavras relacionadas com as relações entre as pessoas, sejam elas amantes ou pai/filho. Palavras como: amor, ódio, alegria, tristeza...paixão...paixão?!?!??!...Será que existe alguma palavra que sirva directamente de antónimo de "paixão"?...Será indiferença!?...não me parece. Podemos não estar apaixonados e não ser indiferentes ao mesmo tempo.
E não conseguimos arranjar nenhuma palavra que servi-se o nosso fim.
Procurámos no dicionário e apenas vinham pequenas frases explicativas e descritivas do sentimento contrário a "paixão". Não existe, pelos vistos uma só palavra que traduza o estado de "não estar apaixonado".
Ou se está, ou não se está!
De certa forma fiquei desiludido com a língua portuguesa que tem pérolas como a palavra "saudade"! É só nossa esta!...
Foi então que me apercebi que esse sentimento não merece sequer tradução!
Não estar apaixonado deve ser o pior sentimento de todos!
Viver a vida com um vazio constante...não poder dizer que existe algo ou alguém que está sempre presente nas nossas vidas e cuja imagem ou sensação nos vem directamente à cabeça, quando precisamos de algo que nos acalme. É algo instintivo, penso eu.
Por isso, tenho pena de quem assim vive...mas será possível viver sem uma só paixão?...Nem que seja a paixão pela vida!?...
Tenho as minhas dúvidas.

Já estou farto de me ouvir...

Quero fugir...
De onde os seus olhos me dão luz...
De onde o seu sorriso me aquece o coração...
De onde a sua silhueta é minha musa...
De onde a sua voz é o som que me acalma...
De onde a sua pele é o mundo por onde as minhas mãos se perdem...
De onde os seus medos me dão bravura para a proteger...
De onde o vento traz o seu cheiro...
De onde os seus defeitos são feitios...
Do amor que sinto...

Mas não me quero esconder...
Quero lutar...
Quero provar a mim próprio que mereço tudo...
Quero ser melhor...
Quero conseguir matar o silêncio...
Quero matar esta dor...
Quero mais...

Quero ser feliz...apenas...

sábado, 19 de janeiro de 2008

Conversa lamecha parte II


Sábado de manhã...acordei cedo para ir pintar. Tínhamos combinado às 10 na parede que íamos restaurar, mas todos nós nos atrasámos. Decidimos então que para o tipo de produção que queremos fazer, precisávamos ainda de limar algumas arestas e combinar tudo muito bem antes de passar para a parede.

O resto do people decidiu então ir dar uma cena mais descontraída e mais rápida. Mas como tenho compromissos mais logo, e não tenho tido muita cabeça para desenhar, não fui.

Foi então que uma inércia me atingiu o cérebro...de repente apercebi-me de que estava sozinho outra vez...a minha mãe foi passar o fim de semana fora e a casa está vazia, habitada apenas pelo som das unhas da minha cadela a passear-se pela casa. Se fosse como sempre, convidava o pessoal para cá vir ter ou ia passear com ela...

Não sei porquê, tenho a sensação de estar sozinho. Sinto falta dos meus amigos e dela. Não gosto de tar sozinho, acho que por saber que se durar uns tempos, irei passar ainda muito tempo sozinho quando atingir uma certa idade. Isso assusta-me e dá-me como que uma fome de pessoas! Preciso falar, interagir, comunicar...não quero o silêncio...não quero a solidão...

Este sentimento remete-me para os fins-de-semana que passava com ela...podia até não se passar nada de especial, mas eu sentia-a ali...e eu estava lá com ela...

Lembrei-me dos passeios que dávamos na praia, das corridas que fizemos quando fomos à praia a primeira vez juntos porque ela embirrou que corria mais que eu...lembrei-me de como o pôr do sol iluminava a sua face linda, de pele morena e lisa...lembrei-me de como ficávamos horas a falar sobre tudo na esplanada de um café onde se cheirava o mar e sentia a brisa do vento...lembrei-me...

Agora, aqui sentado, penso no quanto me assusta tar assim...sozinho, sem ela...sem lhe poder ligar e ouvir a sua voz dorminhoca...sem poder ir buscá-la para irmos os dois sentir o sol...

Em vez disso, estou para aqui, engolido por uma passividade e inércia que não me deixam esquecer as saudades. Tenho saudades de nós...Tenho saudade de estar bem sozinho...só comigo.

Ultimamente tenho feito por sair sempre que posso para tentar abstrair-me de tudo, mas o que acaba por acontecer é que apanho sempre a bezana e ganho uma ressaca no dia seguinte. Ontem foi uma dessas noites...hoje é um desses dias...

Não me basta a agonia de não poder tar com quem mais amo, tenho de levar com a merda da ressaca...mas eu sei, se não quero, não bebo...mas beber ajuda a esquecer...momentaneamente...apenas...

Não me considero uma pessoa fraca, e faço por tar bem perto dos outros, mas frente à solidão não consigo lutar...perco sempre...e as lágrimas voltam a correr na minha face...

Quero ser forte, mas sinto-me fraco...quero ser homem, mas sinto-me um rato...

Mas o que eu queria mesmo era o amor dela.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A vida a mexer...


É engraçado como há pessoas que, de certa forma, nos amparam as quedas.

Ultimamente tenho convivido um pouco mais com uma amiga que só costumava encontrar de vez enquando quando ia à terrinha.

Nunca fomos as pessoas mais chegadas, nem melhores amigos, mas há algo nela que me faz sentir uma grande empatia e carinho.

Como já disse, não tenho andado no meu melhor e muitos dos meus amigos de longa data foram recentemente para o estrangeiro estudar ou trabalhar e isso torna mais difícil arejar a cabeça.

Já tinha havido alguns contactos pela cidade, mas acabámos por nunca nos encontrar-mos. Só recentemente isso aconteceu. Fomos pa borga...

Eu precisava de revirar a minha cabeça do avesso e ela queria apanhar a cadela. Juntámo-nos e lá fomos nós po Bairro Alto encher as nossas cabecinhas.

Foi uma noite engraçada.

Desde aí temos falado um pouco mais. Desabafando coisas da vida um com o outro.

Certamente que há já quem pense " olha'me o cabrão ahn!...ainda agora tava na merda já anda doido!.."...nada disso caro leitor! Sinto apenas que foi a vida a dizer-me com uma pancadinha nas costas, que vai continuar a mexer...

Por me conseguires ler em 5 segundos os olhos, por rebentarmos no dancefloor, por me teres tirado de casa e pelas palvaras de conforto, aqui vai um beijo de obrigado*

Cá vou eu outra vez...


Pois é...
Cá vai a segunda tentativa de criar um blog, já q nem toquei no outro.
Por esta altura, nesta minha cabeça, vivem-se tempos difíceis.Nada que o tempo não cure de uma forma ou de outra. O que é certo é que tenho de manter a cabeça ocupada com tudo o que não sejam imagens do meu passado próximo, mas para isso talvez precise de vomitar para aqui alguns desses pensamentos, na esperança que isso normalize a minha saúde mental.
O que se passa não é o drama da minha vida. Não sou nenhum coitadinho, nem tenho pouca sorte na vida. Mas todos os problemas são relativos quando comparados com as vivências de cada um.Sou apenas mais uma vítima do amor. Como diz o outro " dá-se o coração inteiro e devolvem-nos partido em pedaços..." ( não é exactamente isto, mas é algo do género...).
Resumindo e concluindo, a dona do meu coração decidiu que já não precisava mais dele. O problema é que nem sequer deu uma razão concreta. Simplesmente sentiu que já não queria partilhar comigo o que até à data tinha partilhado. Não a censuro, não a odeio...mas dói muito!
As duas primeiras noites foram as piores. Só queria manter-me acordado e de cabeça ocupada, porque quando chega a hora de dormir, nada nos tira o pensamento do que mais nos atormenta...
Por isso ainda passei um mau bocado. Parecia um caroxo a ressacar. Enrolado num cobertor que me cobria a alma, mas que me ouvia chorar por dentro.Só pensava em tudo o que não voltaria a viver com a tal rapariga que tanto amo...e isso dói muito!
No dia seguinte faleceu o pai de uma amiga minha. Fui dar-lhe um beijo ao velório só para lhe dizer q se precisasse de mim , que andava por aí e era só chamar. Mas aí senti que o meu problema não era nada comparado com o dela. É estranho como quase que ao mesmo tempo chorava a "morte" da minha relação e então apercebi-me que ao menos ainda poderia voltar a abraçar o meu amor, mesmo que de uma forma simplesmente amiga. É uma bênção!
Um dia, quando o tempo me tiver curado dela, talvez isso seja possível. Decidi acreditar e pensar que seria um prazer um dia poder estar com ela e ter uma grande amizade que nos una.
Claro que tudo isto é muito bonito de pensar, mas ainda hoje não consigo concretizar essa ideia na minha cabeça. Todo eu ainda tremo com medo que seja mesmo o final. ainda dói...
Mas a vida continua e como diz o Rocky no seu último filme " ...nesta vida o importante é aguentares a porrada que levas, porque vais levar sempre...e há situações em que não interessa nada com que força consegues tu bater..."
Mas não deixo de pensar nas razões que a podem ter levado a sentir que o nosso amor fará mais sentido sob a forma de amizade.
Passei horas a pensar no que tinha feito de errado...o que poderia ter feito melhor...se ela teria encontrado outra pessoa...se o facto de ela ter começado a trabalhar e eu ainda andar a acabar o curso, ou seja, a diferença de responsabilidades poderia ser a razão de tudo isto. Confrontei-a, mas sem resultados.
É frustrante saber que nada posso fazer...Primeiros dias mandei-lhe tantas mensagens a dizer o quanto a amo...mas vou-lhe dar espaço...Deixei as mensagens de lado...e fui viver...
Se ela sentir que sou importante, então eu estarei por aí. Mas não é para sempre...é disso que tenho medo...
O problema é que não consigo desligar a minha cara do meu coração...se ele ta mal, então tou c má cara...e isso não ajuda no resto da minha vida...tenho exames e não há cabeça pa estudar...Ainda ontem li meio livro, ficaram-me 3 ou 4 palavras...
Mas sim, não sou o primeiro e não serei concerteza o último a quem isto acontecerá e que se vai levantar de seguida. Mas leva o seu tempo...e dói muito...
Espero então pelo tempo... sempre com uns "analgésicos" por perto...(não, não dou na veia nem nada que se pareça!)
É a vida em movimento...faz-me ter vontade de ser melhor...de tempos a tempos precisamos de bater no fundo para ter vontade de me levantar.A única coisa que quero é ser feliz a fazer o que gosto com quem gosto...seja quem for.
Desculpem o desabafo e esta grande seca...o próximo post será melhor...espero...=P