quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Cá vou eu outra vez...


Pois é...
Cá vai a segunda tentativa de criar um blog, já q nem toquei no outro.
Por esta altura, nesta minha cabeça, vivem-se tempos difíceis.Nada que o tempo não cure de uma forma ou de outra. O que é certo é que tenho de manter a cabeça ocupada com tudo o que não sejam imagens do meu passado próximo, mas para isso talvez precise de vomitar para aqui alguns desses pensamentos, na esperança que isso normalize a minha saúde mental.
O que se passa não é o drama da minha vida. Não sou nenhum coitadinho, nem tenho pouca sorte na vida. Mas todos os problemas são relativos quando comparados com as vivências de cada um.Sou apenas mais uma vítima do amor. Como diz o outro " dá-se o coração inteiro e devolvem-nos partido em pedaços..." ( não é exactamente isto, mas é algo do género...).
Resumindo e concluindo, a dona do meu coração decidiu que já não precisava mais dele. O problema é que nem sequer deu uma razão concreta. Simplesmente sentiu que já não queria partilhar comigo o que até à data tinha partilhado. Não a censuro, não a odeio...mas dói muito!
As duas primeiras noites foram as piores. Só queria manter-me acordado e de cabeça ocupada, porque quando chega a hora de dormir, nada nos tira o pensamento do que mais nos atormenta...
Por isso ainda passei um mau bocado. Parecia um caroxo a ressacar. Enrolado num cobertor que me cobria a alma, mas que me ouvia chorar por dentro.Só pensava em tudo o que não voltaria a viver com a tal rapariga que tanto amo...e isso dói muito!
No dia seguinte faleceu o pai de uma amiga minha. Fui dar-lhe um beijo ao velório só para lhe dizer q se precisasse de mim , que andava por aí e era só chamar. Mas aí senti que o meu problema não era nada comparado com o dela. É estranho como quase que ao mesmo tempo chorava a "morte" da minha relação e então apercebi-me que ao menos ainda poderia voltar a abraçar o meu amor, mesmo que de uma forma simplesmente amiga. É uma bênção!
Um dia, quando o tempo me tiver curado dela, talvez isso seja possível. Decidi acreditar e pensar que seria um prazer um dia poder estar com ela e ter uma grande amizade que nos una.
Claro que tudo isto é muito bonito de pensar, mas ainda hoje não consigo concretizar essa ideia na minha cabeça. Todo eu ainda tremo com medo que seja mesmo o final. ainda dói...
Mas a vida continua e como diz o Rocky no seu último filme " ...nesta vida o importante é aguentares a porrada que levas, porque vais levar sempre...e há situações em que não interessa nada com que força consegues tu bater..."
Mas não deixo de pensar nas razões que a podem ter levado a sentir que o nosso amor fará mais sentido sob a forma de amizade.
Passei horas a pensar no que tinha feito de errado...o que poderia ter feito melhor...se ela teria encontrado outra pessoa...se o facto de ela ter começado a trabalhar e eu ainda andar a acabar o curso, ou seja, a diferença de responsabilidades poderia ser a razão de tudo isto. Confrontei-a, mas sem resultados.
É frustrante saber que nada posso fazer...Primeiros dias mandei-lhe tantas mensagens a dizer o quanto a amo...mas vou-lhe dar espaço...Deixei as mensagens de lado...e fui viver...
Se ela sentir que sou importante, então eu estarei por aí. Mas não é para sempre...é disso que tenho medo...
O problema é que não consigo desligar a minha cara do meu coração...se ele ta mal, então tou c má cara...e isso não ajuda no resto da minha vida...tenho exames e não há cabeça pa estudar...Ainda ontem li meio livro, ficaram-me 3 ou 4 palavras...
Mas sim, não sou o primeiro e não serei concerteza o último a quem isto acontecerá e que se vai levantar de seguida. Mas leva o seu tempo...e dói muito...
Espero então pelo tempo... sempre com uns "analgésicos" por perto...(não, não dou na veia nem nada que se pareça!)
É a vida em movimento...faz-me ter vontade de ser melhor...de tempos a tempos precisamos de bater no fundo para ter vontade de me levantar.A única coisa que quero é ser feliz a fazer o que gosto com quem gosto...seja quem for.
Desculpem o desabafo e esta grande seca...o próximo post será melhor...espero...=P

2 comentários:

pegueitrinquei disse...

Oh juviii, ganda text! Porra, mas que tá sentido, lá isso ninguém desmente! Pois, há tantas coisas q se podem dizer nessas alturas e nenhuma parece mudar nada, não é...

Da minha experiência, o que retive é que realmente a morte ajuda a relativizar todas as situações que surjam depois. Ou então não. Enfim, no meu caso tento sempre relativizar. Mas às vezes não consigo e o efeito é dramaticamente oposto, as coisas adquirem um sentido exacerbado que me faz literalmente cair o cabelo, de tão preocupada que fico.

Enfim, um blog é uma óptimo terapia! Começaste pelos comments e agora fizeste o mais certo: criaste o teu próprio espaço. Espero que te leve a outras conquistas e outros... achievements (não encontro palavra em português que me faça sentir a mesma coisa).

benvindo à blogosfera outra vez, camarada Juvi!*

Anónimo disse...

agr percebi a razão de me ter identificado c o meu ultimo post. passei e ainda estou a passar por algo semelhante ao q aqui descreves. doi ao ler as tuas palavras de tão semelhante q é... considero-me já na fase ascendente, acho que já não estou mesmo no fundo do poço escuro, mas essa sensação vai e volta. eu sei-o e tou farta de a experimentar. mas há que ter esperança em melhores dias, é o eterno cliché a q nos temos d agarrar, à falta de melhor.

desejo-te(nos) toda a força!